Cunha conclui plano para conservação ambiental e adaptação climática
Construído de forma participativa, PMMAeC estabelece 11 áreas prioritárias e orienta ações de conservação, restauração, segurança hídrica e resiliência no município

A Prefeitura de Cunha (SP) concluiu hoje (26) a elaboração do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica e do Cerrado (PMMAeC). Desenvolvida em parceria com a Comunitas, a iniciativa construiu, de forma participativa, um planejamento estratégico para fortalecer a governança ambiental e orientar a conservação, a recuperação e o uso sustentável dos ecossistemas do município.
Com cerca de 1,4 mil km² e presença de Mata Atlântica e fragmentos de Cerrado, Cunha precisava reunir informações ambientais, socioeconômicas e territoriais dispersas e transformá-las em prioridades para o território. O projeto combinou diagnóstico técnico, participação social e planejamento estratégico para identificar desafios, potencialidades e áreas prioritárias para atuação.
A construção do plano envolveu o governo, o Conselho Municipal de Meio Ambiente e diferentes atores locais, com três oficinas participativas que contribuíram para incorporar percepções e conhecimentos sobre o território. A partir dessas contribuições, a equipe técnica sistematizou informações ambientais, socioeconômicas, territoriais e legais e produziu mapas e análises com ferramentas de geoprocessamento. As mudanças climáticas também foram consideradas de forma transversal no diagnóstico, orientando a definição de ações voltadas à adaptação e à resiliência do município.
Como parte do encerramento do projeto, representantes do governo, do Conselho, do Grupo de Trabalho e da sociedade civil se reuniram para conhecer os resultados consolidados e as recomendações para a implementação do plano. O encontro também marcou o alinhamento dos próximos passos para a execução das ações prioritárias previstas no Plano de Ação.
Participaram da reunião, pela Prefeitura de Cunha, o prefeito, Rodrigo Sérgio do Nascimento; o secretário de Governo, Acacio Alves de Oliveira; a diretora de Meio Ambiente, Alline Maria do Prado Ferraz; o analista de geoprocessamento, Danilo Nascimento; o diretor de Atividades de Produção Animal e Vegetal, Jean Cesar Ferraz de Campos; o secretário de Planejamento e Obras, Joel Almir dos Santos Ferraz; e o presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Saneamento Básico (CMMASB), Marco Nordi. Pela Comunitas, participaram a diretora de Projetos e Relações Governamentais, Ana Dal Ben; o coordenador de Projetos e Relações Governamentais, Juliano Tuschtler; e a coordenadora de Projetos e Relações Governamentais, Tabata Oliveira. Pela SerrAcima, participou a presidente, Giovana Pereira.
Conservação, adaptação climática e qualidade de vida no centro do planejamento

Como resultado, Cunha passa a contar com um diagnóstico ambiental e territorial consolidado, um Plano de Ação para o período de 2026 a 2030 e uma plataforma geoespacial pública de monitoramento, que reúne 11 áreas prioritárias para atuação.
As estratégias definidas no plano contemplam ações de conservação e restauração, proteção dos recursos hídricos, produção sustentável e adaptação climática. A proteção de áreas de vegetação nativa, encostas, nascentes e outros espaços ambientalmente sensíveis contribui para reduzir a vulnerabilidade do município a enchentes, deslizamentos e problemas de disponibilidade hídrica, além de ampliar sua capacidade de resposta a eventos climáticos extremos.
A Lente Climática foi incorporada de forma transversal ao planejamento, com destaque para as Medidas de Adaptação Baseadas em Ecossistemas (AbE). O plano também orienta iniciativas de arborização, preservação de áreas verdes e recuperação ambiental, contribuindo para a qualificação dos espaços urbanos e para a melhoria da qualidade de vida da população.
A plataforma geoespacial permite acompanhar as áreas prioritárias, metas e compromissos previstos no plano, ampliando a transparência e o acesso da população às informações ambientais.
Sobre o projeto
Iniciado em setembro de 2025, o projeto foi desenvolvido ao longo de 12 meses, com coordenação e acompanhamento da Comunitas e execução técnica da Marimar Gestão Ambiental e da SerrAcima – Associação de Cultura e Educação Ambiental.
O trabalho combinou diagnóstico territorial, participação social e análise técnica para subsidiar a elaboração do PMMAeC e do Plano de Ação 2026-2030. Após a construção participativa, o documento passou por consulta pública e validação institucional, deixando para o município uma base organizada de informações e instrumentos para apoiar a implementação das ações previstas.
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