Cunha inicia projeto para elaborar Plano Municipal da Mata Atlântica e Cerrado
Iniciativa visa construir, de forma participativa, um plano para fortalecer a governança ambiental e promover ações sustentáveis e de adaptação climática

Representantes da Comunitas e membros da Prefeitura de Cunha (SP), por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, reuniram-se para dar início ao projeto de apoio à elaboração do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica e do Cerrado (PMMAeC). A iniciativa tem o objetivo de desenvolver, por meio de um processo participativo, um planejamento estratégico que integre aspectos legais, técnicos e sociais para fortalecer a governança ambiental local e promover ações sustentáveis e de adaptação climática.
A iniciativa conta com a expertise técnica da Marimar Consultoria em Gestão Ambiental e da OSCIP local Serra Acima, e busca enfrentar um dos principais desafios para o desenvolvimento sustentável do município: a necessidade de um planejamento territorial integrado que oriente a conservação da biodiversidade e a adaptação às mudanças do clima. O projeto visa, por meio de oficinas, diagnósticos e ampla mobilização social, definir áreas e ações prioritárias, potencializando iniciativas locais de sucesso e alinhando a conservação ambiental ao desenvolvimento socioeconômico.
Um dos pilares da iniciativa é a incorporação da “Lente Climática” em todo o processo, priorizando Medidas de Adaptação Baseadas em Ecossistemas (AbE). Essa abordagem utiliza a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos para ajudar a comunidade a se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas, alinhando-se às metas nacionais do Acordo de Paris.
A atuação da Comunitas nessa frente reforça a crença de que o fortalecimento da gestão pública ambiental é fundamental para a qualidade de vida. Ao apoiar a construção do PMMAeC, a organização tem o objetivo de contribuir para que Cunha tenha um instrumento de planejamento robusto, que oriente a conservação, a restauração e o uso sustentável do território, com impacto direto na segurança hídrica, na produção agroecológica e na resiliência da comunidade.
Para alcançar tais objetivos, o projeto prevê um conjunto de atividades que incluem a formação de um Grupo de Trabalho (GT), a realização de diagnósticos detalhados, oficinas participativas para definição de áreas e ações prioritárias e a construção de um Plano de Ação para 2026-2030. Um dos produtos finais será uma plataforma de geoprocessamento (ArcGis) para monitoramento público e transparente das áreas prioritárias do plano, que será disponibilizada no site oficial da prefeitura.
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