Descubra como a gestão compartilhada está transformando a educação em Minas Gerais
Por meio de um modelo inovador que promove a parceria entre a rede pública e organizações da sociedade civil, o Projeto Somar está redefinindo a educação e impactando milhares de estudantes

Não é segredo que a educação pública sofre com desafios históricos, que vão desde a evasão escolar até dificuldades na gestão administrativa e pedagógica das unidades de ensino. Em muitos casos, escolas públicas enfrentam problemas como infraestrutura precária, baixa participação da comunidade e dificuldades na implementação de metodologias pedagógicas mais eficazes. Esse cenário se reflete diretamente nos índices de desempenho dos alunos e na taxa de permanência estudantil, evidenciando a necessidade de soluções inovadoras e colaborativas para reverter esse quadro.
Em resposta a esse cenário, o governo de Minas Gerais, em parceria com a Comunitas, lançou o Projeto Somar, uma iniciativa que aposta na gestão compartilhada para melhorar a qualidade da educação pública. Inspirado nos modelos das charter school internacionais, o programa busca otimizar o funcionamento das escolas através de uma governança conjunta com organizações sociais sem fins lucrativos, mantendo sua natureza pública.
“É importante destacar que é uma gestão compartilhada e com uma organização que não tem fins lucrativos. No nosso modelo, temos uma instituição que continua pública, com servidores públicos, professores contratados no regime CLT e os estudantes continuam sendo atendidos pela rede estadual”, ressalta o secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga.
Quer saber mais sobre como essa iniciativa está transformando a educação de Minas Gerais? Confira os próximos passos e os impactos dessa abordagem!
Desafio
O Projeto Somar tem como desafio enfrentar a evasão escolar, ampliar a taxa de aprovação e fortalecer o vínculo entre a escola e a comunidade. Unidades de ensino que, antes, apresentavam baixos índices de permanência e aproveitamento dos alunos estão sendo reestruturadas a partir da nova metodologia, garantindo um ambiente mais seguro e acolhedor para estudantes e professores.
Objetivo
O projeto tem como meta transformar a educação pública por meio de um modelo inovador de governança, que combina os recursos do poder público com a expertise de organizações parceiras. Essa sinergia busca otimizar a gestão escolar, elevando a qualidade do ensino e os resultados educacionais em Minas Gerais.

Crédito da Imagem: Secretaria de Educação de Minas Gerais
Desenvolvimento do projeto
O projeto foi estruturado em três pilares estratégicos. O primeiro, gestão compartilhada, combina servidores públicos (como diretores e vice-diretores) com equipes contratadas via CLT pelas OSCs, garantindo autonomia operacional dentro das diretrizes estabelecidas pelo Estado. O segundo pilar é a inovação pedagógica, que visa introduzir metodologias criativas e currículos adaptados às necessidades locais, com foco no desenvolvimento integral dos estudantes. O terceiro eixo, monitoramento rigoroso, envolve a Comissão de Indicadores de Desempenho vinculada à Secretaria de Educação, que avalia semestralmente métricas como frequência escolar, desempenho no IDEB, taxas de aprovação e evasão.
A implementação do projeto ocorreu em quatro etapas: primeiro, foi realizado um diagnóstico detalhado das escolas, que incluiu a análise do histórico de desempenho, infraestrutura e desafios locais. Em seguida, houve a modelagem contratual, que estabeleceu cláusulas de desempenho e metas claras. O projeto também passou por um período de transição, no qual as equipes foram capacitadas. Por fim, foram formados comitês estratégicos para garantir a execução, monitoramento e governança do projeto.
Essa governança também assegura que as ações implementadas sejam continuamente aprimoradas com base em dados concretos.
Principais resultados
Os primeiros resultados nas escolas participantes do Projeto Somar demonstram os impactos positivos do projeto na educação mineira após apenas 2 anos de sua implementação. Na Escola Estadual Coronel Adelino Castelo Branco, em Sabará, a taxa de aprovação saltou de 62% para 93%, enquanto a taxa de frequência aumentou de 95% para 98%. Em Belo Horizonte, a Escola Estadual Francisco Menezes Filho também apresentou um crescimento significativo, com a taxa de aprovação subindo de 86,9% para 95,4%, e a taxa de frequência crescendo de 87% para 89%.

“Hoje, todas as escolas do projeto possuem filas de espera para matrículas, o que demonstra a grande aceitação da comunidade. Escolas que antes enfrentavam desafios estruturais agora são vistas como seguras e organizadas”, destaca Igor de Alvarenga.
Planos de expansão
Apesar dos desafios iniciais, como a resistência de parte dos professores e a necessidade de maior diálogo com a comunidade, os resultados positivos incentivaram o governo mineiro a expandir o projeto para outras unidades. A meta para 2025 é ampliar o modelo para 50 escolas, reforçando o compromisso com uma educação pública de qualidade.
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