Descubra três formas de retorno que sustentam o investimento social corporativo
Estudo da Comunitas, realizado a partir de uma escuta com lideranças da Rede BISC, revela como o engajamento da alta liderança depende da clareza sobre os retornos esperados do ISC

Crédito da Imagem: Freepik
Nas últimas décadas, o investimento social corporativo (ISC) passou por uma transformação. O que antes era visto como uma prática assistencialista e pontual, tornou-se uma estratégia estruturada por parte das empresas. O termo, portanto, passou a designar os repasses de recursos realizados de forma planejada, metódica, coordenada e assistida por empresas, ou por seus institutos e fundações, para projetos de interesse público em diversas áreas.
Porém, mais do que uma mudança de abordagem, esse amadurecimento reflete um novo entendimento sobre o papel do setor privado na construção de soluções coletivas. Esse processo foi impulsionado pela atuação cada vez mais qualificada das organizações da sociedade civil (OSCs) e pelo fortalecimento da interdependência entre os setores público, privado e o terceiro setor. Com isso, o ISC passou a ser encarado como um investimento de fato – e, como tal, passou a demandar, além de planejamento, mensuração de impacto e clareza sobre os retornos esperados.
Foi nesse contexto que a Comunitas conduziu o estudo qualitativo “Reflexões e Tendências do ISC – Caminhos para o engajamento da alta liderança empresarial no investimento social corporativo”, com base em escutas com lideranças executivas da Rede BISC. A pesquisa, que busca entender como mobilizar executivos em torno do tema, destacou um fator-chave para esse engajamento: a clareza sobre o que se espera como retorno dessa atuação.
A pesquisa identificou três dimensões que ajudam a estruturar e sustentar o ISC dentro das empresas. A seguir, exploramos cada uma dessas perspectivas e como elas se conectam a uma visão estratégica de futuro.
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1 – Impacto mensurável
A primeira dimensão está associada a metas claras e resultados concretos, tanto com relação à população beneficiária quanto à empresa. Nesse sentido, o ISC é avaliado a partir de sua capacidade de gerar transformações reais, seja no engajamento de colaboradores, na mobilização de comunidades locais ou mesmo na obtenção da chamada “licença social para operar”.
Essa abordagem parte da lógica de que o impacto pode, e deve, ser mensurado, contribuindo para a tomada de decisões e para o fortalecimento do ISC como uma agenda estratégica e baseada em evidências. Quando bem estruturado, o ISC consegue demonstrar retorno tangível para a sociedade e, ao mesmo tempo, para os objetivos institucionais da companhia.
2 – Propósito e legado
Mais difícil de quantificar, mas igualmente relevante, essa segunda dimensão está ligada a uma visão de longo prazo. Trata-se de pensar o ISC como uma forma de construir legado – algo que transcende gestões e se conecta ao propósito da organização. Aqui, o foco não está apenas nos resultados imediatos, mas na contribuição que a empresa deseja deixar para a sociedade e para os territórios onde atua.
Essa perspectiva permite que o ISC seja percebido como parte da identidade institucional da organização, ampliando seu alinhamento com a estratégia corporativa e aumentando seu poder mobilizador junto à alta liderança.
3 – Reputação e imagem institucional
A terceira dimensão está relacionada à maneira como o ISC contribui para fortalecer a imagem da empresa diante de seus diversos públicos. As ações sociais assumem um papel importante na construção e manutenção de uma percepção positiva da marca, do relacionamento com stakeholders e da legitimidade institucional.
Essa conexão entre ISC e reputação se torna ainda mais relevante no contexto atual, onde consumidores, investidores e parceiros valorizam – e cobram – posicionamentos éticos e compromissos sociais das corporações. Para além do marketing, o ISC passa a ser um vetor de confiança, reforçando o papel da empresa como agente ativo de transformação social.
Retornos que se combinam
O estudo mostra que essas três formas de retorno não são excludentes – pelo contrário, elas costumam operar de maneira combinada. E o peso de cada uma pode variar conforme o perfil da liderança, o modelo de governança do ISC na empresa e o tipo de relação construída com os territórios.
Em empresas com forte presença territorial, por exemplo, o impacto local pode ser prioritário. Já em companhias listadas na bolsa, a reputação pode ter mais peso. O importante é que essas dimensões de retorno estejam claras para todos os envolvidos, especialmente para a alta liderança, que tem papel fundamental na legitimação das estratégias de impacto social.
Quer descobrir mais sobre como engajar a alta liderança no investimento social? Então não deixe de conferir “Reflexões e Tendências do ISC – Caminhos para o engajamento da alta liderança empresarial no investimento social corporativo”!
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