IPHAN conclui projeto estratégico para 2026-2030 com foco em gestão integrada e resultados
Com a participação de mais de 75 servidores, o planejamento estratégico reforça a governança e fortalece o papel da entidade na preservação do patrimônio cultural brasileiro

Representantes da Comunitas e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reuniram-se hoje (05) para a finalização do projeto de direcionamento estratégico da autarquia para o ciclo de 2026-2030. O projeto teve como objetivo operacionalizar a estratégia definida na fase anterior, transformando diretrizes em instrumentos concretos de gestão.
Com a conclusão desta etapa, o IPHAN avança para a implementação do seu planejamento estratégico fortalecido por instrumentos robustos de gestão, maior integração entre suas equipes e uma visão de futuro mais clara e alinhada para o patrimônio cultural brasileiro. O próximo ciclo será marcado pela internalização dessas ferramentas, pela capacitação das equipes e pelo acompanhamento sistemático de metas, visando transformar a estratégia em resultados tangíveis para a sociedade.
A iniciativa destaca o papel da Comunitas no apoio a políticas públicas de alcance nacional, reforçando seu compromisso com o fortalecimento da gestão pública em instituições estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. Na prática, o apoio da organização se desdobrou em três frentes de trabalho durante esta fase: construção de indicadores e metas, estruturação de projetos estratégicos e atualização da cadeia de valor institucional.
O encontro de encerramento, que consolidou três meses de trabalho dedicado, reuniu as principais lideranças envolvidas no projeto. Pelo IPHAN, estiveram presentes o presidente Leandro Grass, acompanhado por Adriana Bortoli e Thainá Moura, do Gabinete da instituição. A equipe da Comunitas foi representada pelo diretor de Projetos e Relações Institucionais, Thiago Milani; pela coordenadora de Projetos e Relações Institucionais, Dayane Matos; e pela coordenadora de Comunicação, Isabela Araújo. Completou o grupo a equipe técnica da Macroplan, integrada por Glaucio Neves, Amanda Vasco e Isabel Farah.
Um dos aspectos mais salientados durante o encontro foi o envolvimento de mais de 75 servidores do IPHAN ao longo do processo, por meio de duas oficinas de trabalho, entrevistas individuais e grupos focais. Essa construção coletiva foi apontada como fator crucial para a qualidade e perenidade dos resultados. “Ficou claro que o processo foi marcado por trabalho conjunto, e é justamente isso que confere solidez e sustentabilidade ao projeto, garantindo sua continuidade. Parabenizo toda a equipe pelo engajamento”, afirmou Thiago Milani.
Os objetivos estratégicos que guiaram o trabalho
Todo o desenvolvimento desta fase foi estruturado e orientado pelos 5 objetivos estratégicos definidos pelo IPHAN na primeira fase do projeto, que funcionaram como pilares para a construção dos instrumentos de gestão. Esses objetivos refletem as ambições institucionais para o período 2026-2030 e buscam responder aos principais desafios e oportunidades identificados:
- Ampliar a relevância e o reconhecimento do patrimônio cultural na sociedade, com foco em aumentar a visibilidade, o valor simbólico e a conexão emocional da população com o patrimônio, por meio de ações educativas, de comunicação e de valorização que o posicionem como bem comum essencial para a identidade nacional e o desenvolvimento sustentável.
- Agilizar e aperfeiçoar a prestação de serviços e a entrega de resultados à sociedade, priorizando a eficiência, a transparência e a qualidade no atendimento ao cidadão, na análise de processos, na emissão de pareceres e em todos os serviços relacionados à preservação, com ênfase na modernização de fluxos e na experiência do usuário.
- Fortalecer a articulação com governos, sociedade civil e instituições nacionais e internacionais, construindo redes de cooperação, pactuando políticas intersetoriais e promovendo a gestão compartilhada do patrimônio cultural, de forma a ampliar o alcance, os recursos e o impacto das ações de preservação.
- Promover a valorização e a permanência dos servidores, investindo no desenvolvimento profissional, no reconhecimento institucional, na melhoria das condições de trabalho e na construção de um plano de carreira atrativo, com o objetivo de reter talentos e fortalecer o capital humano do Instituto.
Principais entregas
A Fase II resultou em quatro produtos que traduzem as diretrizes estratégicas do IPHAN em instrumentos práticos de gestão, criando uma estrutura clara e mensurável para orientar a ação institucional nos próximos anos. Essas entregas materializam ferramentas de trabalho projetadas para integrar planejamento, execução e monitoramento, fortalecendo a cultura de gestão orientada a resultados e a governança na autarquia:
1. Painel de indicadores e metas
Foram definidos 15 indicadores estratégicos com metas para o período 2026-2030, incluindo a Meta Mobilizadora – o Índice de Efetividade da Gestão Estratégica (IEGE), que sintetizará o desempenho institucional. Entre os indicadores estão: gastos com patrimônio cultural, diversidade de bens acautelados (com foco nas regiões Norte e Centro-Oeste e matrizes africana e indígena), satisfação dos usuários e acesso às plataformas digitais.
2. Carteira de 12 projetos estratégicos
A carteira prioriza iniciativas transformadoras, incluindo:
- IPHAN Mais Ágil: projeto focado em simplificação de processos e disponibilização de serviços digitais para tornar o atendimento ao cidadão mais rápido e eficiente
- Caminhos do Patrimônio: desenvolvimento de itinerários culturais que transformam rotas históricas em destinos turísticos, gerando renda para comunidades
- Patrimônio Imaterial e Sociobiodiversidade: salvaguarda do patrimônio imaterial junto a Povos Indígenas, Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares
- Sistema Nacional do Patrimônio Cultural: instituição do sistema que articula União, estados e municípios na preservação patrimonial
- Integra IPHAN: integração de todos os sistemas de gestão em uma única base de dados
3. Cadeia de valor atualizada
O redesenho da cadeia de valor partiu de uma oficina colaborativa onde servidores manifestaram a necessidade de revisão do modelo anterior. O novo desenho dá ênfase aos macroprocessos finalísticos, com destaque para fomento à economia do patrimônio e disseminação de acervos – pontos especialmente valorizados pelo presidente Leandro Grass durante a apresentação.
4. Plano de trabalho detalhado
Documento que orientou toda a execução da fase com cronograma, metodologia e governança definidas.
“O que construímos aqui foi um processo transformador. O produto é sólido e bem estruturado, mas o verdadeiro legado são as sementes que plantamos ao longo do caminho – sementes de engajamento, conhecimento compartilhado e novas práticas. Cabe a nós agora cultivá-las, permitindo que se multipliquem e assegurem a sustentabilidade desta transformação no médio e longo prazo”, ressaltou Grass.