Comunitas 13/03/2025

Porto Alegre avança em suas ações de reconstrução com apoio da Comunitas e criação do EGP

O Escritório de Gerenciamento de Projetos se consolida como ferramenta essencial para alinhar recursos, monitorar obras e garantir a recuperação eficiente da capital gaúcha

Prefeitura de Porto Alegre. Crédito da Imagem: Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Com o apoio da Comunitas, a prefeitura de Porto Alegre (RS) concluiu, no último terça (11), a segunda fase da implementação do Escritório de Gerenciamento de Projetos (EGP) da cidade. A iniciativa resultou na criação de uma plataforma dedicada a monitorar e coordenar a reconstrução do município, que foi severamente afetado pelas enchentes de maio de 2024. A ferramenta visa garantir maior eficiência e transparência no processo de recuperação, alinhando ações e recursos para atender às necessidades da população.

Ao longo do encontro, foram apresentados os avanços alcançados na implementação do EGP, com destaque para a estruturação da governança, o monitoramento das ações de reconstrução e a coordenação de recursos para a recuperação da cidade após as inundações. Além disso, a reunião serviu como um momento de reflexão sobre os aprendizados do projeto e discutiu possibilidades de continuidade, considerando os desafios da reconstrução como um todo.

Participaram do encontro o Secretário de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade de Porto Alegre, Germano Bremm; a Diretora de Projetos e Políticas de Sustentabilidade da mesma pasta, Rovana Bortolini; e o Diretor da Alvarez & Marsal, parceiro técnico do projeto, Ricardo Locatelli. Representando a Comunitas, também estiveram presentes a Coordenadora Geral de Projetos e Relações Governamentais, Bibiana Martins; e a Redatora, Alana Vasconcelos. 

O Secretário Bremm agradeceu a parceria com a Comunitas, destacando a importância do projeto para a reconstrução da cidade. “Agradecemos imensamente pela dedicação e parceria ao longo de todo o projeto, contribuindo para o desenvolvimento da cidade. Os números apresentados refletem resultados impressionantes, e não há dúvidas de que essa estruturação trará impactos positivos e duradouros. Ainda há muito trabalho pela frente, mas os avanços conquistados são motivo de reconhecimento”, declarou ele.

Como o EGP está contribuindo para a reconstrução da capital gaúcha

Durante o encontro, foram apresentados os principais resultados alcançados até o momento. Na área de infraestrutura, o EGP realizou o levantamento dos equipamentos públicos impactados, deu suporte para a priorização da retomada da infraestrutura, facilitou a comunicação entre as secretarias e monitorou os avanços das ações e obras. Até o momento, o governo concluiu as obras de reparos de 84 equipamentos municipais, como unidades de saúde, escolas, praças e parques, dos mais de 195 monitorados. 

No eixo de adaptação climática, destacou-se o trabalho conjunto com o Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) para fortalecer a proteção da cidade, resultando no mapeamento de 114 estruturas e um investimento aproximado de R$ 520 milhões. Este eixo também é composto pelo trabalho de prevenção climática embasado pelo Plano de Ação Climática de Porto Alegre (PLAC) que identificou as principais ameaças climáticas ao município (inundações, ondas de calor, tempestades, secas e outras) e as linhas de atuação e prevenção necessárias. O trabalho em relação à adaptação climática visou aumentar a preparação do município e reduzir os impactos diante de potenciais desastres ambientais.

No que diz respeito à habitação, o EGP realizou mapeamento da oferta e demanda habitacional na cidade e monitorou o status de envio das informações ao governo federal. Até o momento, mais de 6 mil laudos técnicos sobre as habitações impactadas foram emitidos e enviados ao governo federal para análise em relação à contemplação no Programa de Compra Assistida (Programa do governo federal que ajuda famílias a comprar imóveis após perdas por desastres naturais ou calamidades públicas). Do total enviado,  2.515 já receberam aprovação. Esses laudos são fundamentais para garantir a avaliação da viabilidade estrutural das moradias e a viabilização do acesso a recursos federais para reassentamento. 

O EGP dedicou-se também à transformação urbana, isto é, um eixo de atuação da reconstrução que trata das áreas mais vulneráveis e afetadas pelas enchentes: as ilhas do Guaíba, os bairros Sarandi e Navegantes, Centro, Quarto distrito, bem como a necessidade de realizar a revisão do Plano Diretor da cidade. Foram elaborados planos de urbanização sustentável para as regiões mapeadas com foco sobre edificações resilientes. As ações emergenciais foram monitoradas e o EGP prestou apoio à atração de investimentos. Os planos estão sendo implementados de forma progressiva e contam com 15 ações concluídas e mais de 23 ações em andamento.

No aspecto econômico-financeiro, foi realizado um monitoramento detalhado dos recursos necessários, disponíveis e dos financiamentos captados, garantindo maior transparência na aplicação dos investimentos voltados à reconstrução. O EGP estimou R$ 12,3 bilhões em perdas para o município, dos quais mais de R$ 800 milhões foram disponibilizados por diferentes fontes de recursos.

Além disso, Porto Alegre já demonstra sinais concretos de recuperação econômica, com a arrecadação municipal e a ocupação hoteleira retomando os níveis registrados antes da crise. Esses indicadores refletem o avanço das ações implementadas e a gradual retomada das atividades produtivas na cidade.

Sobre o projeto Porto Alegre Forte

O projeto Porto Alegre Forte, fruto de uma parceria entre a Comunitas e a Prefeitura de Porto Alegre (RS), foi criado para coordenar a reconstrução da capital gaúcha após uma das maiores tragédias climáticas da história recente do Brasil. O objetivo foi estruturar um Escritório de Gerenciamento de Projetos (EGP), com o apoio técnico da consultoria Alvarez & Marsal, para monitorar e garantir a execução eficiente das ações de recuperação da cidade

O projeto foi dividido em eixos estratégicos, como a organização e priorização de obras de infraestrutura, a implementação de medidas de prevenção climática, o acompanhamento de projetos habitacionais e a reurbanização de áreas afetadas. Além disso, o EGP monitorou recursos financeiros e econômicos, buscando alocar verbas de forma eficiente e fomentar a economia local. A iniciativa também contou com um eixo transversal de dados geoespaciais e comunicação, que permitiu a construção do dashboard para garantir decisões embasadas e a transparência das ações para a população.

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