Comunitas 03/06/2024

#ReconstruaRS: Rio Grande do Sul inaugura primeira casa de acolhimento de longa permanência para mulheres e crianças do Estado vítimas das enchentes

O espaço, localizado em Porto Alegre, oferece apoio integral a mulheres e crianças afetadas pelas enchentes. O local foi estruturado com o apoio da Comunitas, por meio do Fundo ReconstruaRS

Casa Violeta – dormitório. Crédito da Imagem: Gustavo Mansur – Governo do Rio Grande do Sul

O governo do Rio Grande do Sul inaugurou, na última quarta (29), o 1ª Casa de Acolhimento de longo prazo para mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade atingidas pelas enchentes que afligem o Estado desde o final de abril. A Casa Violeta, como o espaço de acolhimento foi chamado, tem capacidade para receber 190 pessoas e funciona em um prédio no centro de Porto Alegre, no bairro Rio Branco. 

Por meio do fundo #ReconstruaRS, a Comunitas apoiou o governo do Estado na estruturação do espaço, além de fornecer apoio técnico, material e operacional na instalação da Casa Violeta. Com um investimento de mais de R$ 200 mil, o fundo apoiou na viabilização da locação e montagem da infraestrutura necessária para oferecer um ambiente seguro e digno a essa parcela da população durante o período transitório, que pode se estender por até 1 ano

O fundo adota um modelo de governança colaborativa, em que a Comunitas atua em estreita coordenação com o Governo Estadual e/ou Governos Municipais e demais partes interessadas, incluindo doadores privados e organizações da sociedade civil. Essa abordagem compartilhada visa garantir a ampliação do impacto do investimento social ao promover o alinhamento das ações às políticas públicas, além de dar transparência, eficácia e prestação de contas na utilização dos recursos arrecadados.

Estrutura completa para o bem-estar das famílias

Casa Violeta – Sala multiuso. Crédito da Imagem: Gustavo Mansur – Governo do Rio Grande do Sul

Por se tratar de um local voltado para a permanência estendida, a Casa Violeta tem uma estrutura completa e espaços destinados ao bem-estar das mulheres e crianças, como 14 dormitórios, brinquedoteca, fraldário, espaço multiuso, salas de capacitação, de bem-estar e de atendimentos especial e psicológico, refeitório, cozinha, depósito, consultórios, farmácia, almoxarifado, lavanderia, espaço pet, sala administrativa e espaços para armazenamento de alimentos, itens de limpeza e roupas.

Itens como roupas, colchões, macas, produtos de limpeza, máquinas de lavar, lixeiras, alimentos, brinquedos e rações foram obtidos por meio de doações, com o apoio de voluntários e parceiros. Após o ingresso das mulheres, a estrutura passará, gradativamente, por modificações para possibilitar o abrigamento pelo período estabelecido, de acordo com as necessidades da população.

“Esse é um espaço humanizado e pensado, especialmente, na transformação pela qual passarão essas mulheres. Elas terão acesso à saúde, assistência, capacitações e aprendizados para saírem desta catástrofe em condições de proverem a si e aos seus com segurança”, ressaltou o titular da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Fabrício Peruchin.

A importância das parcerias

A instalação do espaço contou com o trabalho conjunto de várias entidades e voluntários, a exemplo da Comunitas,  por meio do fundo #Reconstrua RS (que já reúne a doação de diversas empresas da rede da organização).  Durante o mês de maio, uma força-tarefa foi estabelecida para acelerar a criação da Casa Violeta, envolvendo equipes de diversas secretarias estaduais,  além do Gabinete do Governador.   

A Casa Violeta foi construída com o objetivo de garantir um atendimento qualificado e integrado às redes públicas de saúde, educação e assistência social, com uma uma equipe de profissionais multidisciplinar, que inclui coordenadora-geral, assistentes de coordenação, assistentes sociais, orientadoras socioeducativas, psicólogas, enfermeiras, médicas, recreacionistas e psicopedagogas.

Plano de emancipação para reinserção social

Casa Violeta – brinquedoteca. Crédito da Imagem: Gustavo Mansur – Governo do Rio Grande do Sul

A Casa Violeta oferece um plano de emancipação para as famílias, com o objetivo de garantir sua autossuficiência após o período de acolhimento. A ideia é promover a reinserção social das famílias afetadas pelas enchentes, dando a elas os recursos necessários para recomeçarem suas vidas com segurança e independência.

O plano de emancipação é composto por quatro fases:

  • Implantação: Estruturação da Casa Violeta, com a criação de um ambiente acolhedor e seguro para as famílias.
  • Acolhimento: Recepção das mulheres e crianças, com escuta qualificada e avaliação de suas necessidades individuais.
  • Manutenção: Oferecimento de serviços de saúde, educação, capacitação profissional e apoio psicológico para as famílias.
  • Emancipação: Acompanhamento das famílias em sua busca por moradia, emprego e autonomia financeira.

“Só o acolhimento não é o suficiente, é necessário preparar essas mulheres para retomarem o controle de suas vidas após a estadia na Casa Violeta. Por isso, tudo foi pensado para fornecer os recursos necessários para que elas desenvolvam a autonomia e a autossuficiência necessárias. Queremos garantir que, ao saírem daqui, essas mulheres estejam prontas para reconstruírem suas vidas com dignidade”, declarou Regina Esteves, Diretora-presidente da Comunitas.

Comunitas e Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul integra a rede de territórios apoiados pela Comunitas desde 2018. A partir de então, a organização apoiou diversas iniciativas no Estado, inclusive em situações de crise. Durante a pandemia, por exemplo, foi criado o protocolo de distanciamento controlado com vistas à retomada segura das atividades econômicas. O modelo, inclusive, foi replicado em outros territórios da rede. 

Além disso, a Comunitas apoiou o Estado na modernização do Estatuto dos Servidores Públicos, com o objetivo de identificar fragilidades jurídicas, sugerir medidas para otimização de recursos e promover a racionalidade administrativa. A iniciativa foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul em 2020 e projeta um retorno de mais de R$ 13 mil para cada R$ 1 investido pela organização ao longo dos próximos 10 anos.

Outra ação apoiada pela Comunitas no Estado foi a criação e implementação de diversas políticas, como a modernização da cultura organizacional do Rio Grande do Sul, em parceria com o escritório de Betânia Tanure (BTA), visando a melhoria da prestação dos serviços prestados à população por meio da valorização do servidor.

*Com informações do Governo do Rio Grande do Sul

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