Comunitas 17/03/2025

RS Seguro completa 6 anos com quedas expressivas nos índices de criminalidade

Por meio de ações integradas que vão do combate ao crime à urbanização de áreas vulneráveis, a iniciativa consolidou-se como um programa inovador, garantindo mais segurança e qualidade de vida para a população gaúcha

Evento de celebração do RS Seguro. Crédito da Imagem: Acervo Comunitas

O programa RS Seguro completou 6 anos e teve sua trajetória celebrada em uma cerimônia realizada na tarde da última quinta feira (13), no Palácio do Piratini, sede do governo gaúcho. Durante o evento, o governador Eduardo Leite apresentou os principais resultados alcançados desde o lançamento da iniciativa, em 2019.

O governo gaúcho estruturou o RS Seguro como um programa transversal de segurança pública, integrando inteligência, investimentos estratégicos e políticas preventivas para fortalecer a segurança no Estado. Por meio dessa abordagem, a iniciativa proporcionou quedas expressivas nos índices de violência, transformando o Rio Grande do Sul em um local mais seguro. 

Em 2024, o RS registrou reduções em crimes como roubo de cargas (-90%), roubo de veículos (-87%) e Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que caíram 52%. Em fevereiro de 2025, o número de homicídios dolosos foi reduzido pela metade, resultado do monitoramento de grupos criminosos e do uso estratégico da inteligência policial. A abordagem inclui a teoria da dissuasão focada, que identifica e prende os principais responsáveis por crimes violentos.

“O RS Seguro deu certo, mas fomos além. Entendemos que segurança envolve mais que policiamento ostensivo e bem equipado, inclui também ações de prevenção e a qualificação do sistema prisional, áreas antes negligenciadas, mas essenciais. Os resultados atestam que estamos no caminho certo”, declarou Eduardo Leite durante o evento. 

Assinatura de convênio inédito

Durante o evento, Leite também anunciou dois importantes avanços: um convênio inédito entre as instituições de Segurança Pública e Saúde para aprimorar as estatísticas sobre mortes violentas, e o lançamento de uma campanha publicitária que destaca os resultados alcançados pelo programa. 

Eduardo Leite exibe convênio assinado em evento de celebração dos 6 anos do programa RS Seguro. Crédito da Imagem: Vitor Rosa/Governo do Rio Grande do Sul

O convênio visa melhorar a integração de dados entre órgãos como a Polícia Civil, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) e a Secretaria da Saúde, garantindo maior transparência e agilidade nas investigações. “Esse convênio é mais um passo para atuarmos com base em evidências sólidas, que subsidiam o trabalho de excelência das forças de segurança”, afirmou o governador.

Além disso, a Secretaria de Comunicação do Estado lançou uma campanha com o conceito “nossa missão é a sua segurança”, que valoriza os servidores das forças de segurança e busca aumentar a percepção de segurança entre a população. A campanha, que inclui um filme de 90 segundos e ações em TV, rádio e redes sociais, será veiculada prioritariamente em plataformas digitais. Além disso, foi distribuída a cartilha “Construindo um Rio Grande mais seguro”, que reúne dados sobre os impactos positivos do programa. 

Principais estratégias do RS Seguro

O programa RS Seguro foi estruturado para atuar de forma integrada, combinando repressão qualificada, prevenção social e modernização das instituições de segurança. Sua estratégia se baseia em quatro eixos principais: combate ao crime, políticas sociais preventivas, qualificação do atendimento ao cidadão e aprimoramento do sistema prisional. Com investimentos históricos que somaram R$ 3,7 bilhão até 2024, a iniciativa vem fortalecendo a segurança pública no Rio Grande do Sul.

No combate ao crime, a integração entre as forças de segurança desempenhou um papel essencial. A criação das Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs), em 2023, fortaleceu a cooperação entre a Brigada Militar e a Polícia Civil, permitindo um monitoramento mais eficiente da criminalidade em todo o Estado. Essa articulação possibilitou respostas mais ágeis e eficazes no enfrentamento ao crime organizado.

A qualificação do atendimento ao cidadão se tornou outra prioridade, garantindo maior eficiência nos registros de ocorrências e nas respostas das forças de segurança. O Comitê EmFrente, Mulher, criado em 2020, reforçou a rede de proteção às mulheres vítimas de violência. Entre as principais medidas, o Monitoramento do Agressor, que utiliza tornozeleiras eletrônicas para isso, aumentou a segurança das vítimas e contribuiu para a redução de 75% nos feminicídios na capital e 21,6% no interior do Estado.

Crédito da Imagem: Vitor Rosa/Governo do Rio Grande do Sul

No aprimoramento do sistema prisional, o governo investiu na ampliação e modernização das unidades prisionais, criando novas vagas para reduzir a superlotação e aprimorando a gestão penitenciária. A criação da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo, em 2023, centralizou a administração do sistema prisional, promovendo maior eficiência no controle e na ressocialização dos detentos.

O uso da tecnologia também trouxe grandes avanços para a segurança pública. O Sistema de Gestão Estatística em Segurança Pública (GESeg), implantado em 2021, aprimorou a análise de dados criminais, auxiliando na tomada de decisões estratégicas e na alocação de recursos. A modernização do Instituto-Geral de Perícias (IGP-RS), com o Sistema de Identificação e Comparação Balística Automatizada, também impulsionou a elucidação de crimes, fortalecendo o trabalho das forças de segurança.

Além disso, a prevenção social também ganhou destaque com o fortalecimento de políticas voltadas para territórios vulneráveis. Em 2023, com o apoio da Comunitas, o governo lançou o RS Seguro COMunidade, que hoje atua em 44 territórios de oito municípios. O programa promove ações de urbanização, geração de renda, educação e saúde, reduzindo a violência por meio da inclusão social e evitando que jovens sejam cooptados pelo crime organizado.

Contribuição da Comunitas para o RS Seguro COMunidade

Para fundamentar as ações do RS Seguro COMunidade, a Comunitas, em parceria com o Data Favela – instituto de pesquisa especializado em comunidades de baixa renda -, realizou um levantamento em oito territórios para mapear as principais demandas dos moradores. O objetivo foi desenvolver e aprimorar políticas públicas alinhadas às percepções e necessidades locais.

Utilizando uma abordagem quantitativa, foram realizados levantamentos em locais de grande movimentação, conhecidos como “pontos de fluxo”. Ao todo, foram coletadas 3.175 amostras, divididas em 1.600 entrevistas na primeira fase e 1.575 na segunda, todas com moradores maiores de 18 anos.

Os temas abordados incluíram a disponibilidade e a avaliação dos equipamentos e serviços públicos essenciais no território, além da demanda por esses serviços. O estudo também procurou identificar quais intervenções e áreas geográficas são consideradas prioritárias pela comunidade.

De acordo com as percepções dos entrevistados, as instalações culturais, os equipamentos de segurança e os centros comunitários são os serviços menos disponíveis. Em contrapartida, os serviços mais bem avaliados foram iluminação pública, transporte e coleta de lixo.

*Com informações do Governo do Estado do Rio Grande do Sul


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