BISC Institucional, Investimento Social Corporativo | 10/03/2026

A relevância da atuação conjunta no ISC: BISC lança o terceiro volume da série de briefs temáticos 

Iniciativa reforça o papel da Rede BISC como espaço de produção de conhecimento e estímulo a práticas inovadoras no setor

A Comunitas acaba de lançar o terceiro volume da série de briefs temáticos do BISC: “Coinvestimento e coalizões no investimento social corporativo”. A publicação dá continuidade à proposta de oferecer materiais completos que reúneminformações norteadoras sobre temas estratégicos para o investimento social corporativo (ISC). Cada edição compila os principais pontos discutidos entre a Rede BISC – composta por empresas nacionais de referência – e amplia esse conteúdo para além do grupo, difundindo benchmarking da Rede BISC e estimulando novas trocas e aprendizados no setor.

Produzidos a partir de debates com os membros da rede, os briefs sistematizam tendências, análises e provocações sobre pautas prioritárias. Neste novo material, o foco está nas estratégias colaborativas que vêm ganhando espaço no investimento social privado: os arranjos de coinvestimento e coalizões entre empresas, institutos e fundações empresariais.

“Os briefs traduzem a riqueza dos debates da Rede BISC em conhecimento acessível e experiências replicáveis. São conteúdos que ajudam empresas e organizações a se anteciparem a tendências e a tomarem decisões mais estratégicas”, destaca Patricia Loyola, diretora de Gestão e Investimento Social da Comunitas.

Coinvestimento e coalizões como caminho para ampliar impacto social

O material sistematiza as discussões da Rede BISC em seu último Grupo de Debates, que abordou como empresas vêm estruturando parcerias para potencializar resultados e ampliar o alcance de suas ações sociais. O objetivo é mostrar como esses arranjos colaborativos podem mobilizar diferentes capitais, expertises e redes para enfrentar desafios complexos de forma sistêmica e com visão de construção de legado.

O documento evidencia que a colaboração entre investidores sociais já é uma realidade para a maioria das empresas da Rede BISC. A Pesquisa BISC 2025 aponta que 77% das empresas declaram executar ou participar de iniciativas de investimento social em parceria com outras empresas no modelo de coinvestimento ou coalizões. Os dados indicam também que as coalizões podem ser especialmente relevantes para destravar recursos a temáticas pouco investidas, como insegurança alimentar e habitação.

Entre os desafios discutidos no encontro, destacam-se os desafios de governança e morosidade na tomada de decisão entre múltiplos atores, a sobrecarga burocrática imposta às organizações apoiadas e a busca pela sustentabilidade financeira dos projetos após o ciclo de investimentos. O material surge, justamente, como uma forma de propor soluções para o setor.

Nesta edição, foram destacadas as experiências do Instituto Lojas Renner (ILR) e do Instituto Coca-Cola Brasil (ICCB). O ILR compartilhou sua trajetória na estruturação de parcerias setoriais pré-competitivas, como a Coalizão Moda Justa e Sustentável, e sua política de saída qualificada de investimentos após três ciclos de apoio, fortalecendo a autonomia financeira das organizações sociais. Já o ICCB apresentou sua atuação na promoção da empregabilidade jovem por meio do Coletivo Jovem, que mobiliza uma ampla rede de parceiros e fortalece OSCs sem gerar competição com outras soluções da sociedade civil.

Valor compartilhado e fortalecimento de ecossistemas

O material também aborda como o investimento social das empresas vem explorando possibilidades de geração de valor compartilhado entre comunidades e negócios. Ao alinhar interesses estratégicos das mantenedoras aos desafios sociais dos territórios onde atuam, as empresas ampliam a efetividade e a sustentabilidade do investimento social. O brief destaca ainda o papel estratégico de organizações estruturantes na intermediação de investidores, alinhamento de objetivos e simplificação da governança – fatores essenciais para viabilizar parcerias de sucesso.

Ao final, o documento reúne aprendizados e recomendações para a construção de arranjos colaborativos bem-sucedidos, como encontrar parceiros com efetivo alinhamento estratégico e fit cultural, fortalecer entidades âncoras ou neutras para intermediar investidores, desenvolver autonomia e capacidade de gestão das organizações apoiadas e definir expectativas, papéis e prazos desde o início da parceria. 

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Série de briefs temáticos visa oferecer subsídios estratégicos para o ISC

Os briefs temáticos do BISC surgem como uma nova frente de produção de conhecimento da Comunitas, dedicada a aprofundar debates estratégicos para o investimento social corporativo. Em sua fase inicial, a série abordou dois temas fundamentais para o setor.

O primeiro volume, “Engajamento Social das Cadeias de Valor”, sistematizou discussões sobre como integrar o ISC às relações com fornecedores e estruturas de negócios. A publicação evidenciou que, embora o engajamento da cadeia produtiva seja estratégico para a competitividade sustentável, menos da metade das empresas da Rede BISC possuem programas estruturados nessa área. O material trouxe boas práticas de empresas como Santander e Vale, que combinam microcrédito, educação financeira e critérios sociais na seleção de fornecedores para gerar impacto local e valor compartilhado.

Já o segundo volume, “Impactos da Reforma Tributária na Atuação Social das Empresas”, analisou as mudanças introduzidas pela EC 132/2023 (reforma tributária) e seus efeitos sobre o investimento social corporativo e as organizações da sociedade civil (OSCs). O documento abordou temas como a tributação de contrapartidas em doações, a manutenção da imunidade para OSCs com custos indiretos e o fim dos incentivos vinculados a ICMS e ISS em 2033, oferecendo recomendações estratégicas para que empresas e organizações se adaptem ao novo cenário e garantam a sustentabilidade financeira e jurídica de seus projetos sociais.

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