BISC Institucional, Investimento Social Corporativo | 30/09/2025

BISC apresenta briefs temáticos inéditos sobre desafios do investimento social

Iniciativa reforça o papel do BISC como espaço de produção de conhecimento e estímulo a práticas inovadoras no setor

A Comunitas acaba de lançar uma nova linha de produtos de conhecimento do BISC: os briefs temáticos. Trata-se de materiais completos que reúnem informações norteadoras sobre temas estratégicos para o investimento social corporativo (ISC). Cada publicação compila os principais pontos discutidos entre a Rede BISC – composta por empresas nacionais de referência – e amplia esse conteúdo para além do grupo, difundindo benchmarkings da Rede BISC, e estimulando novas trocas e aprendizados no setor.

Produzidos a partir de debates com os membros da rede, os briefs sistematizam tendências, análises e provocações sobre pautas prioritárias. Neste lançamento, estão sendo publicadas duas edições sobre debates fundamentais: o engajamento social das cadeias de valor e os impactos da reforma tributária no investimento social corporativo.

Ao consolidar essas discussões em publicações temáticas, a Comunitas reforça o papel da Rede BISC como espaço de produção e compartilhamento de conhecimento. A proposta é transformar diálogos entre empresas em referências para todo o setor, apoiando decisões mais estratégicas e alinhadas aos desafios atuais do investimento social.

“Os briefs traduzem a riqueza dos debates da Rede BISC em conhecimento acessível e experiências replicáveis. São conteúdos que ajudam empresas e organizações a se anteciparem a tendências e a tomarem decisões mais estratégicas”, destaca Patricia Loyola, diretora de Gestão e Investimento Social da Comunitas.

Desafios e oportunidades do engajamento social nas cadeias produtivas

Crédito da Imagem: Portal Agro & Negócios

O brief temático ‘Engajamento Social das Cadeias de Valor’ sistematiza as discussões da Rede BISC em seu Grupo de Debates, realizado em fevereiro de 2025, que abordou como integrar o investimento social corporativo às relações com fornecedores e estruturas de negócios. O objetivo é mostrar como essa estratégia pode mitigar riscos socioambientais e gerar valor compartilhado entre sociedade e negócios.

O documento evidencia que, embora o engajamento da cadeia produtiva seja uma ferramenta estratégica para competitividade sustentável, menos da metade das empresas da Rede BISC possuem programas estruturados nessa área. A Pesquisa BISC 2024 aponta que apenas 46% das empresas mantêm iniciativas formais, indicando um potencial ainda pouco explorado.

Entre os desafios discutidos no encontro, destacam-se a falta de alinhamento interno entre áreas como sustentabilidade e compras, a carência de métricas padronizadas e o risco de que exigências sociais excessivas excluam pequenos fornecedores. O material surge, justamente, como uma forma de propor soluções para o setor. 

O material dissemina boas práticas apresentadas no debate pelas empresas da Rede BISC. Neste caso, foram destacados os programas Amigo de Valor e Prospera, do Santander – que combinam microcrédito, educação financeira e incentivo fiscal – e o Programa Partilhar, da Vale, que integra critérios sociais na seleção de fornecedores, gerando impactos locais, como geração de emprego e desenvolvimento territorial.

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Adaptação tributária como pilar da sustentabilidade social

Crédito da Imagem: Finanças Forever

O brief temático ‘Impactos da Reforma Tributária na atuação social das empresas’ analisa os impactos da Reforma Tributária (EC 132/2023) sobre o investimento social corporativo e as organizações da sociedade civil (OSCs). A mudança, considerada a mais ampla das últimas décadas, substitui cinco tributos – ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS – por dois impostos sobre o consumo: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), ambos no modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Embora traga simplificação, a reforma introduz novas regras que exigem adaptação imediata por parte de empresas e organizações.

Entre os principais pontos discutidos, destacam-se:

  • Onerosidade como critério tributável: contrapartidas em doações ou patrocínios (como uso de marca ou benefícios exclusivos) passam a ser consideradas prestação de serviço, sujeitas à tributação, o que demanda revisão urgente de contratos.
  • Imunidade mantida, mas com custos: OSCs de educação, saúde e assistência social preservam a imunidade tributária, mas impostos pagos em compras não geram crédito, configurando custo definitivo.
  • Fim dos incentivos vinculados a ICMS e ISS: programas estaduais e municipais de incentivo fiscal expiram em 2033, exigindo planejamento para novas fontes de financiamento.
  • Fortalecimento das ICTs: instituições científicas e tecnológicas passam a ter isenção integral de IBS/CBS e aproveitamento total de créditos, consolidando-se como pólos estratégicos para parcerias em pesquisa e desenvolvimento.
  • Mudanças na precificação e na seleção de fornecedores: empresas do Simples Nacional não geram créditos de IBS/CBS, podendo encarecer operações de longo prazo.

Ao final, o documento reúne recomendações estratégicas para que o ecossistema de investimento social – em especial as OSCs – se prepare para as mudanças, assegurando sustentabilidade financeira e segurança jurídica. O brief reforça que o planejamento antecipado é fundamental para mitigar riscos, evitar a perda de recursos e garantir a continuidade dos projetos de impacto social.

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