Comunitas recebe medalha por contribuição ao SUS em SP
A condecoração celebra o apoio da organização ao projeto de Regionalização da Saúde, que modernizou a gestão e ampliou o acesso da população à saúde pública no Estado

A presidente da Comunitas, Regina Esteves, foi condecorada hoje (18) pelo Governo do Estado de São Paulo com a Medalha Walter Leser. A honraria reconhece os relevantes serviços prestados pela organização ao Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do apoio ao projeto estadual de Regionalização da Saúde.
Instituída em 2008, em comemoração aos 20 anos do SUS no Estado, a Medalha de Honra e Mérito da Gestão Pública em Saúde Walter Leser tem como objetivo premiar pessoas e entidades, nacionais ou estrangeiras, que se distinguiram de forma notável no campo da gestão pública da saúde e que efetivamente contribuíram para o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde no Estado de São Paulo (SUS/SP).
Ao receber a medalha, Regina Esteve ressaltou a honra da condecoração e enfatizou seu caráter coletivo. “É uma grande honra receber uma medalha tão ligada à história do SUS no Estado. Mais do que uma trajetória individual, esta homenagem celebra a visão e o empenho de toda a equipe da Comunitas. Nosso trabalho na Regionalização da Saúde mostra que a parceria entre setor público e privado é capaz de enfrentar desafios estruturais e pavimentar o caminho para um SUS mais robusto e equitativo para todos os paulistas”, declarou ela.
Sobre a Regionalização da Saúde
O projeto promoveu uma transformação estrutural no sistema público, organizando a rede de serviços para garantir acesso com qualidade a todos os paulistas. A iniciativa, que partiu de um diálogo contínuo com municípios, gestores, profissionais e usuários, reposicionou a gestão do SUS em torno de 5 pilares integrados: financiamento, parcerias, formação profissional e transformação digital.
A base da Regionalização foi um amplo processo de escuta, realizado por meio de 39 oficinas macrorregionais entre 2023 e 2025, que mobilizaram 7 mil gestores e prestadores de serviços de saúde. Esse esforço permitiu um diagnóstico preciso, revelando que o principal desafio não era a inexistência de serviços, mas sim a defasagem histórica na tabela de pagamentos do SUS, que prejudicava a sustentabilidade dos hospitais. Como resultado direto desse diálogo, o Estado redesenhou sua divisão territorial, evoluindo de 17 para 19 Regiões de Saúde (RRAS), permitindo uma alocação de recursos mais estratégica e próxima da população.
Além disso, para enfrentar o subfinanciamento, São Paulo implementou a Tabela SUS Paulista em 2024, uma medida inovadora que complementa os valores federais com investimento 100% do tesouro estadual. Com um valor total de R$ 7 bilhões repassados aos serviços conveniados, procedimentos como cirurgia de coluna e parto normal tiveram reajustes de até 4,2 vezes o valor da tabela federal. Paralelamente, o Incentivo à Gestão Municipal (IGM), com um orçamento de R$ 686 milhões para 2025, beneficia 645 municípios com base no desempenho em 10 indicadores de saúde, resultando em avanços significativos, como a cobertura vacinal da Tríplice Viral, que saltou de 78,42% para 98,65%.
Resultados tangíveis em acesso e qualidade
Os investimentos e a reorganização geraram impactos mensuráveis na assistência à população:

A regionalização também modernizou a gestão por meio de:
- Editais transparentes para Organizações Sociais da Saúde (OSS), com foco em resultados;
- Implantação de um Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente;
- Adoção do sistema DRG (Diagnosis-Related Groups) em parceria com a FIPE, para aprimorar a alocação de recursos;
- Integração ao sistema nacional de indicadores SINHA, permitindo benchmarking da qualidade;
- Fortalecimento da ouvidoria, com pesquisa de satisfação via WhatsApp e um NPS (Net Promoter Score), métrica de experiência do usuário que mede a probabilidade de ele recomendar uma empresa, produto ou serviço, de 8.9.
Formação de profissionais e transformação digital
Para assegurar a sustentabilidade do sistema, o Estado mantém o maior programa estadual de residência médica do Brasil, com 6.526 bolsas ativas e um investimento de R$ 283 milhões/ano, formando 2.500 médicos anualmente. A transformação digital é outra frente, com plataformas como TelesAPS e AME+ Digital superando barreiras geográficas e integrando o cuidado.
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