Descubra as publicações mais lidas do BISC em 2025
Os materiais sistematizam aprendizados e soluções que impulsionam a evolução do investimento social corporativo no Brasil

O BISC acredita que compartilhar conhecimento e experiências sobre investimento social corporativo é essencial para fortalecer práticas eficazes e gerar impacto positivo em diferentes contextos. Ao reunir e divulgar estudos e análises, é possível apoiar profissionais e organizações na tomada de decisões mais estratégicas, fomentar a inovação e consolidar aprendizagens que contribuem para o desenvolvimento social sustentável.
Uma etapa fundamental desse processo é a sistematização das experiências e do conhecimento produzido. Ao longo de 2025, o BISC publicou diversos estudos que documentaram tendências emergentes, lições aprendidas e recomendações práticas para aprimorar a atuação de empresas e instituições no campo do ISC, visando ampliar o entendimento sobre o setor e contribuir para a contínua evolução e profissionalização do investimento social no Brasil.
A seguir, confira as publicações mais lidas do BISC em 2025!
5 – Guia para o Enfrentamento às Emergências Climáticas: Colaboração Público e Privada
Embora tenha sido lançado em 2024, o material permaneceu como uma das publicações mais acessadas e relevantes da nossa biblioteca em 2025. Isso reflete que o enfrentamento às emergências climáticas vem se consolidando como uma das pautas mais prioritárias na agenda do investimento social corporativo, exigindo respostas cada vez mais rápidas e coordenadas.
O material oferece um roteiro prático para a implementação de parcerias entre governos e empresas, focando na construção de territórios resilientes. O grande diferencial da publicação é a apresentação do “Ciclo para o Enfrentamento às Emergências Climáticas”, uma ferramenta estratégica que detalha as atribuições do poder público e as oportunidades de atuação do setor privado em cada fase de uma crise.
Baseado na experiência de 15 anos da Comunitas e em dados da rede BISC, o guia reúne estudos de caso reais – como as respostas às enchentes no Rio Grande do Sul e as ações do Centro de Operações (COR) no Rio de Janeiro – para transformar a gestão de riscos em impacto social positivo e duradouro.
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4 – Brief temático – Engajamento Social das Cadeias de Valor
O material sistematiza as discussões da Rede BISC durante uma das edições do Grupo de Debates, realizado em fevereiro de 2025, que abordou como integrar o investimento social corporativo às relações com fornecedores e estruturas de negócios. O objetivo é mostrar como essa estratégia pode mitigar riscos socioambientais e gerar valor compartilhado entre sociedade e negócios.
O documento evidencia que, embora o engajamento da cadeia produtiva seja uma ferramenta estratégica para competitividade sustentável, menos da metade das empresas da Rede BISC possuem programas estruturados nessa área. O material surge, portanto, como uma forma de propor soluções para o setor no que concerne aos desafios sobre o tema.
Além disso, a publicação dissemina algumas das boas práticas apresentadas no debate pelas empresas da Rede. Neste caso, foram destacados os programas Amigo de Valor e Prospera, do Santander – que combinam microcrédito, educação financeira e investimento social – e o Programa Partilhar, da Vale, que integra critérios sociais na seleção de fornecedores, gerando impactos locais, como geração de emprego e desenvolvimento territorial.
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3 – Brief temático – Impactos da Reforma Tributária na atuação social das empresas
O material analisa os impactos da Reforma Tributária (EC 132/2023) sobre o investimento social corporativo e as organizações da sociedade civil (OSCs). A mudança, considerada a mais ampla das últimas décadas, substitui cinco tributos – ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS – por dois impostos sobre o consumo: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), ambos no modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Embora traga simplificação, a reforma introduz novas regras que exigem adaptação imediata por parte de empresas e organizações.
Entre os principais pontos discutidos, destacam-se:
- Onerosidade como critério tributável: contrapartidas em doações ou patrocínios (como uso de marca ou benefícios exclusivos) passam a ser consideradas prestação de serviço, sujeitas à tributação, o que demanda revisão urgente de contratos.
- Imunidade mantida, mas com custos: OSCs de educação, saúde e assistência social preservam a imunidade tributária, mas impostos pagos em compras não geram crédito, configurando custo definitivo.
- Fim dos incentivos vinculados a ICMS e ISS: programas estaduais e municipais de incentivo fiscal expiram em 2033, exigindo planejamento para novas fontes de financiamento.
- Fortalecimento das ICTs: instituições científicas e tecnológicas passam a ter isenção integral de IBS/CBS e aproveitamento total de créditos, consolidando-se como pólos estratégicos para parcerias em pesquisa e desenvolvimento.
- Mudanças na precificação e na seleção de fornecedores: empresas do Simples Nacional não geram créditos de IBS/CBS, podendo encarecer operações de longo prazo.
Ao final, o documento reúne recomendações estratégicas para que o ecossistema de investimento social – em especial as OSCs – se prepare para as mudanças, assegurando sustentabilidade financeira e segurança jurídica. O brief reforça, ainda, que o planejamento antecipado é fundamental para mitigar riscos, evitar a perda de recursos e garantir a continuidade dos projetos de impacto social.
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2 – Reflexões e Tendências do ISC – Caminhos para o engajamento da alta liderança empresarial no investimento social corporativo
A publicação traz insights sobre o papel das lideranças corporativas na consolidação de estratégias de investimento social integradas ao negócio. Com base em entrevistas e grupos focais com executivos da Rede BISC, o material identifica desafios, oportunidades e boas práticas para engajar a alta liderança e fortalecer o impacto social das empresas.
O estudo também apresenta recomendações práticas, destacando a importância de alinhar o ISC aos objetivos estratégicos do negócio, valorizar conquistas sociais nas instâncias decisórias e estruturar governança robusta. A publicação mostra como integrar o investimento social à estratégia da empresa e reforça a importância de engajamento constante e planejamento de longo prazo para gerar impacto real.
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1 – Pesquisa BISC 2025
A Pesquisa BISC chega à sua 18ª edição consolidando-se como a principal referência em dados e evidências sobre o Investimento Social Corporativo no Brasil. Em 2024, o volume de investimento atingiu o maior patamar da série histórica – excluindo o ano excepcional de 2020 devido à COVID -, com crescimento real de 19% em relação a 2023, mesmo desconsiderando as ações emergenciais no Rio Grande do Sul. A rede BISC ampliou seu alcance e hoje reúne 337 empresas e 22 institutos e fundações, refletindo a diversificação e o amadurecimento da atuação social empresarial.
Um dos grandes destaques desta edição é a análise inédita da presença do investimento social corporativo nos municípios brasileiros, revelando que a rede BISC está presente em 75% das cidades, com polos significativos além do eixo Sudeste, como Caruaru (PE) e Serra (ES). Além disso, a pesquisa mostra que quase 80% das empresas atuam em modelos de coinvestimento ou coalizões, indicando uma guinada colaborativa para potencializar impacto. Os jovens seguem como o grupo prioritário, com crescente foco em inclusão produtiva e desenvolvimento territorial.
O BISC 2025 também avança na discussão de temas estratégicos, como engajamento de cadeias de valor e adaptação climática, tornando o relatório uma ferramenta indispensável para gestores, investidores e lideranças que atuam pela transformação social no Brasil.
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