Comunitas Modernização da Administração | 18/06/2026

Governo de Mato Grosso apresenta estratégias para Política de Inclusão e Letramento Digital

Desenvolvida com o apoio da Comunitas, a ação prioriza indígenas, quilombolas, PcD e populações de baixa escolaridade para garantir inclusão digital com cidadania e autonomia

Crédito da Imagem: Acervo Comunitas

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG), realizou, na tarde de ontem (17), a reunião de encerramento do projeto de apoio à construção de estratégias para uma Política de Inclusão e Letramento Digital. Desenvolvida em parceria com a Comunitas, a iniciativa teve como objetivo contribuir com o Estado na construção de caminhos para transformar o acesso à tecnologia em cidadania real, ampliando o alcance das populações mais vulneráveis aos serviços públicos digitais.

Ao longo do projeto, foram mapeadas e avaliadas 13 iniciativas prioritárias desenvolvidas por oito órgãos do governo estadual, com o objetivo de identificar oportunidades de fortalecimento, integração e ampliação de escala das ações voltadas à inclusão digital. Participaram desse processo o Ganha Tempo, o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (INDEA), a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECITECI), a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SETASC) e a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF).

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Como resultado, foi elaborada uma proposta de política pública estruturada em princípios, diretrizes e ações que servirão de base para as próximas etapas de implementação no Estado. Para o secretário-adjunto de Planejamento e Governo Digital, Sandro Brandão, a iniciativa representa o início de uma discussão estratégica sobre a relação entre Estado, tecnologia e cidadania. “Essa agenda tem uma importância muito grande. Ela é um marco zero de uma discussão muito singular sobre a forma como queremos atingir a população”, declarou ele. 

Como parte do encerramento do projeto, representantes dos oito órgãos envolvidos se reuniram para conhecer os resultados consolidados do trabalho e as recomendações para a futura Política de Inclusão e Letramento Digital. O encontro também serviu como espaço de troca entre as equipes envolvidas e de alinhamento sobre os próximos passos para a implementação das propostas apresentadas.

Além de Sandro, o encontro contou com a participação do secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra; o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dimorvan Brescancim; do secretário-adjunto de Gestão de Pessoas da SEDUC, Geonir Schonherr;; do presidente da MTI, Cleberson Gomes; da superintendente de gestão do SUAS da SETASC, Marli Martins; e da superintendente de Agricultura Familiar da SEAF, Maricilda Gonçalves, além de diversos servidores e equipes técnicas dos oito órgãos envolvidos no projeto.

Representando a Comunitas, participaram a diretora de Projetos e Relações Governamentais, Ana dal Ben, e o coordenador de Projetos e Relações Governamentais, Juliano Tuschtler. Já pelo Instituto I, parceiro técnico da iniciativa, o coordenador executivo e consultor técnico, Daniel Annmeberg; e o gerente de projetos, Flávio Henrique Silva.

Cidadão no centro da transformação digital

Crédito da Imagem: Acervo Comunitas

A proposta desenvolvida coloca o cidadão no centro das estratégias e busca integrar diferentes dimensões da inclusão digital, reconhecendo que o acesso à tecnologia vai além da conectividade. A política está estruturada em eixos que abrangem planejamento, redes de assistência, oferta e simplificação de serviços digitais, equipamentos e conectividade, capacitação, comunicação social, governança, gestão e parcerias.

A iniciativa também prioriza grupos que enfrentam maiores barreiras de acesso às tecnologias e aos serviços digitais, como pessoas idosas, população rural, cidadãos de baixa renda, pessoas com baixa escolaridade, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. O objetivo é garantir que a transformação digital aconteça de forma inclusiva e alcance quem mais precisa de apoio para acessar serviços, benefícios e oportunidades.

Além da ampliação da oferta de soluções digitais, a proposta destaca a importância de fortalecer ações de orientação e acompanhamento aos cidadãos, contribuindo para o desenvolvimento de competências digitais e para uma utilização mais autônoma dos serviços públicos disponibilizados pelo Estado.

No encontro, a Diretora de Projetos e Relações Governamentais da Comunitas, Ana Dal Ben, destacou o potencial da iniciativa para inspirar outras experiências de transformação digital no setor público.“Esse projeto é muito importante para a sociedade e pode se tornar uma referência de sucesso para o Brasil inteiro”, afirmou. 

Sobre o projeto

A iniciativa partiu do reconhecimento de que a transformação digital do governo precisa ser acompanhada por ações que ampliem a capacidade da população de acessar, compreender e utilizar os serviços digitais com autonomia e segurança.

Ao longo de cinco meses, o trabalho combinou diagnóstico, análise de iniciativas existentes e construção colaborativa de soluções voltadas à inclusão digital. Foram avaliadas ações já desenvolvidas por diferentes órgãos estaduais, buscando identificar desafios comuns, oportunidades de integração e caminhos para ampliar o alcance das políticas públicas.

A partir desse levantamento, foram estruturados princípios, diretrizes, eixos estratégicos e propostas de ação para orientar a futura Política de Inclusão e Letramento Digital do Estado. O trabalho também resultou na proposição de um piloto territorial, concebido como um espaço de experimentação e aprendizagem para apoiar a implementação e o aperfeiçoamento da política.

A construção da proposta também reforçou a importância da colaboração entre diferentes setores para enfrentar os complexos desafios da gestão pública. “Este já é o segundo projeto que realizamos juntos [com a Comunitas]. E o êxito desta parceria certamente abre caminho para novas iniciativas no futuro”, declarou o gestor da SEPLAG, Basílio Bezerra. 

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