Comunitas Meio ambiente e Sustentabilidade, Modernização da Administração | 27/02/2026

SEMAD inicia projeto de transformação digital da gestão ambiental em MG

Iniciativa visa modernizar sistemas de atos autorizativos, estruturar ambiente de Big Data e fortalecer a governança digital do SISEMA

Crédito da Imagem: Evandro Rodney/Agência Minas

Representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (SEMAD-MG) e da Comunitas deram início, hoje (27), a um projeto que tem como objetivo promover a transformação digital dos processos de atos autorizativos no âmbito do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SISEMA), com foco prioritário no Instituto Estadual de Florestas (IEF). A iniciativa busca aprimorar a gestão de informações, ampliar a capacidade de análise e estruturar soluções tecnológicas perenes para o licenciamento e controle ambiental no Estado.

A SEMAD desempenha papel central na formulação e coordenação de políticas públicas voltadas à conservação dos recursos naturais e ao desenvolvimento sustentável. Entre suas atribuições está a emissão de atos autorizativos – como licenças e autorizações ambientais -, fundamentais para assegurar a legalidade, a transparência e a efetividade das ações ambientais. No entanto, a gestão desses processos segue em constante evolução, buscando agora o aprimoramento da arquitetura digital e a maior conectividade entre os sistemas.

A política ambiental mineira tem avançado nos últimos anos, mas ainda enfrenta desafios comuns a muitas instituições públicas: sistemas que poderiam conversar melhor entre si, dados que precisam ser organizados e processos que podem ganhar mais fluidez. O projeto chega justamente para ajudar a superar esses gargalos, tornando o trabalho mais integrado, ágil e eficiente. 

A ideia é estruturar as informações e criar ferramentas digitais que ajudem os servidores no dia a dia, qualifiquem a tomada de decisão e tragam mais transparência para a sociedade. Assim, serão desenvolvidas novas soluções tecnológicas que vão permitir mais controle, rastreabilidade e agilidade na tramitação dos processos – tudo isso sustentado por uma base de dados mais robusta e conectada.

A ação conta com a expertise técnica de uma consultoria especializada em gestão, tecnologia e analytics, e visa elevar o patamar de maturidade digital da SEMAD e do IEF. O objetivo é estruturar uma arquitetura de dados mais inteligente e integrada, capaz de processar informações estruturadas e não-estruturadas, além de fortalecer a cultura institucional orientada por dados e evidências.

Crédito da imagem: Acervo Comunitas

O encontro contou com a presença do secretário titular da SEMAD, Lyssandro Norton Siqueira, e  da diretora geral do IEF, Letícia Capistrano. Outros presentes foram a geógrafa Ana Maria Silva Lima; o gerente de Regularização das Atividades Florestais, Vitor Abraçado de Almeida; a diretora de Controle, Monitoramento e Geotecnologia, Ariane Cristine Goulart, e Diogo Augusto Ribas, superintendente de Tecnologia da Informação. Pela Comunitas, participaram o diretor de Projetos e Relações Governamentais, Thiago Milani; o coordenador geral de Projetos e Relações Governamentais, Álvaro Rodríguez; e a analista de Inovação, Beatriz Rey, além de consultores da EloGroup.

Letícia Capistrano, ressaltou que a modernização não é apenas tecnológica, mas uma mudança na cultura de responsabilidade e governança do órgão. “Precisamos de um sistema onde a tomada de decisão seja transparente e baseada em dados, e não apenas em demandas isoladas. Quando decidimos automatizar um prazo ou um fluxo, estamos gerando previsibilidade e segurança técnica”, pontuou a diretora.

Como o projeto será desenvolvido

A metodologia do projeto está estruturada em cinco etapas. Na primeira fase, será realizado um diagnóstico técnico e estratégico dos principais atos autorizativos do SISEMA, com análise aprofundada de dois sistemas prioritários, mapeamento de fluxos, identificação de gargalos e definição de roadmap de evolução.

A segunda etapa prevê o desenvolvimento de um ambiente de Big Data para o IEF, com foco na extração de dados georreferenciados, estruturação de informações históricas e criação de ferramentas de análise automatizada.

Na terceira fase, serão desenvolvidos os dois novos sistemas de atos autorizativos – Intervenção Ambiental e Compensação Ambiental -, com abordagem ágil, prototipação, validação contínua e entregas por sprints. As soluções serão desenvolvidas em código aberto (open source), garantindo autonomia ao Estado.

A quarta etapa contempla a governança da transformação digital, com reuniões periódicas para priorização de frentes de trabalho, gestão de riscos e alinhamento estratégico. Por fim, a última fase consiste em consultoria técnica sob demanda, para avaliação de projetos, sistemas e proposição de melhorias contínuas ao longo da execução.

Para Thiago Milani, o projeto representa a oportunidade de unir inovação tecnológica e fortalecimento institucional, levando em consideração a realidade do serviço público. “Nosso papel é apoiar no fortalecimento de políticas públicas que impactam diretamente na qualidade e eficiência dos serviços prestados para a população. Quando a gente fortalece a capacidade de análise e decisão de quem está na ponta, a sociedade ganha em transparência, agilidade e resultado. É isso que nos move na Comunitas”, destacou.

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